Mais sobre a primeira semana…

O post anterior era supostamente sobre minha primeira semana, e acabei falando do meu primeiro dia… Huahuahuhuahuahuahuhua, então, aí vai mais um pouco da minha primeira semana.

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Conversando com nativos

Hehehe, esse título fica engraçado, dá a impressão de que eu conversei com first nation people (o que seriam os indígenas pra nós, brasileiros). Mas não é isso que eu quero dizer.

Bom, uma das coisas mais legais de ter vindo pro Canadá é ter a chance de conversar com canadenses (ou pessoas de outros países que falam inglês fluentemente). Ainda mais depois de ver um monte de brasileiros no aeroporto, no avião, na escola, nos ônibus… :p Como eu comentei no post anterior, já estava ficando meio frustrada.

Na terça-feira, dia 4, eu peguei o ônibus de manhã e peguei um livro pra ler (o livro que recebemos junto com o material do curso). Quando eu desci do ônibus, um carinha que estava no mesmo ônibus que eu também desceu e como estávamos esperando o semáforo ficar verde, ele começou a conversar comigo.

Eu não tenho certeza absoluta de que ele é canadense, mas pelo sotaque só podia ser canadense ou americano, ou estar vivendo aqui há muuuuuuuuuuuuuuito tempo. Ele me perguntou se eu era professora, se estava fazendo algum curso, e deduziu isso pelo meu livro. Eu achei superlegal ele tomar essa iniciativa de vir perguntar, porque aparentemente não é algo comum para os canadenses sair conversando com qualquer um - não como é pros brasileiros. Eu conversei durante menos de 5 minutos com ele mas fiquei empolgada por finalmente ter tido uma oportunidade de conversar algo legal com alguém que não tinha outra opção a não ser falar inglês comigo.

Com meu professor também é assim, afinal, ele não fala português, mas é totalmente diferente, porque só pelo fato de eu ser aluna é como se ele já esperasse por erros (e ele realmente espera :P). Ou seja, eu estava conversando DE VERDADE em inglês, numa situação real. Acho que deu pra entender, né…

Outra pessoa com quem conversei foi a Jackie, do Activities Department da escola. Ela nasceu em Vancouver mesmo, o que me deixou superempolgada pra conversar com ela, tão empolgada que eu sempre erro e gaguejo MUITO quando converso com ela, enquanto com outras pessoas não é assim!!!! É muito estranho, hauhahuhuahuauhahuhuahuauhuaha…

Nossa, pensa numa pessoa legal. Ela é provavelmente a pessoa mais legal que eu conheci nessa viagem. Muito educada e sempre disposta em ajudar, responde tudo o que perguntam, faz todos os favores que pedem, huauhahuhuahuahuuahhuahua… É uma excelente guia turística (com a vantagem de morar em Vancouver desde que nasceu, ou seja, ela sabe TUDO da cidade). Mesmo com 10, 15 pessoas falando com ela ao mesmo tempo, ela sabe ser gentil e educada.

Na volta de Seattle a gente sentou junto, conversei com ela o caminho todo - sobre aparência (porque ela, assim como a maioria das pessoas aqui, parece muito mais nova do que realmente é), sobre relacionamentos (inclusive namoro à distância), sobre trabalhar aos sábados (nós duas sofremos desse mesmo mal), hauuhahuahuhuahuahua, foi muito legal! :D

Ela poderia ser brasileira, de certa maneira, porque ela faz tudo isso sempre sorrindo e está sempre de bom humor. É uma gracinha. ^_^ Sou fã da Jackie. :D

Tem também o Don. O Don é o motorista do school bus na maioria dos passeios que fazemos pra lugares mais distantes. Ele é canadense, mas não de Vancouver - se não me engano, é de Montreal.

Conversei demais com ele nos passeios que fiz no primeiro fim de semana, ele nos levou pra Seattle no sábado e pra Whistler no domingo.

A única coisa que me deixou chateada foi ele pensar que brasileiro fala espanhol… ¬¬ Eeeeeeeeeee falta de cultura, huauhahuahuhuahua - e ele deveria saber disso, já que 85% das pessoas que estavam nos passeios que eu fiz (e com certeza nos anteriores) são brasileiras!

A gente estava conversando sobre como o pessoal deixa de aproveitar e em vez de falar inglês continua falando a língua materna. Aí ele falou algo do tipo: “Por exemplo, esse pessoal que está aí poderia muito bem estar praticando o inglês em vez de continuar falando espanhol”. Huauhhuahuahuahuauhhuahua, eu não tive nem coragem de corrigí-lo, ele estava muito convicto no que estava dizendo…

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Passeios na primeira semana

False Creek e Granville Island

False Creek é uma espécie de baía ou rio, sei lá, realmente não sei definir (quem realmente fizer questão de saber, basta procurar no Google, vocês sabem… ^_~). É um lugar lindíssimo! Uma vez que você está na água (dentro do barco, é claro), se der uma volta de 360º, vai se ver rodeado por nada mais, nada menos que a cidade de Vancouver. Huauhhuahuahuahuahuhua, ok, coisa óbvia, mas é lindo porque a distância dá pra ver várias coisas que a gente reconhece, vários lugares turísticos de um mesmo ponto.

É o False Creek que a gente atravessa pra chegar na Granville Island (pode ser que haja outras maneiras de chegar lá, não sei ao certo). A Granville Island, como o próprio nome diz, é uma ilha - procurem, novamente, no Google para saber mais. :p

A Granville Island parece uma mini-cidade dentro de Vancouver, tem várias coisas lá como teatro, cinema, até uma universidade. A única coisa que visitei mesmo no dia que eu fui lá foi o Public Market, onde tirei várias fotos, as quais vocês podem ver no Facebook.

Lá eu encontrei maple syrup por um preço razoável, comprei coisas feitas de maple syrup pra levar pra casa. :D Pra quem não sabe, maple syrup é um xarope (ou seiva, não sei, hauhuauhahuahuhuauhahu) extraído da árvore chamada maple… Eu lembro que vi a tradução em algum lugar, mas não estou lembrando a palavra agora.

Enfim, lá eu aprendi por exemplo que há vários “graus” de maple syrup. Tem o light, o medium, o amber e o dark - que são extraídos, em sequência, do começo pro fim da estação. Pode parecer óbvio, mas achei isso superinteressante, porque eu realmente não tinha ideia de que era assim.

Também vi o tal iced wine lá, mas não comprei porque era caríssimo. Uma amiga já encontrou por um preço bem melhor na East Hastings Street (não sei exatamente onde, porque ela vai comprar pra mim).

Esqueci de dizer que até chegar em False Creek passamos pelo bairro Yaletown, um bairro que foi meio que “reformulado” porque era um lugar de certa forma largado, hauhahuhuahuahuhua… Agora é um bairro bem bonito, tem bastante coisa lá, principalmente bares e restaurantes. Também é nesse bairro que fica uma das lojas de cosméticos de que eu mais gostei: a Beauty Mark, na Pacific Boulevard. Lá eu encontrei os produtos mais legais pra cuidados com a pele por um preço muito bom (caros, mas bem melhores se comparados aos preços brasileiros) e várias marcas chiques e legais que não são vendidas no Brasil.

Esse passeio foi legal principalmente pelo fato de ter me ajudado a perder o medo de andar pela cidade, porque por incrível que pareça, eu não queria nem sair do quarteirão, tamanho o meu medo de me perder ou sei lá… Huhahuahuhuahuauhahuhuahua… Mas eu percebi que era tudo tão simples quanto parecia no mapa. Vancouver é uma cidade muito fácil de se locomover. No centro as ruas formam uma grade, não tem um monte de curvas, ruas na diagonal, não é nem um pouco parecida com o centro de São Paulo. Nesse sentido, parece uma cidade do interior - os quarteirões são praticamente do mesmo tamanho e se você seguir em linha reta em qualquer lugar, a linha vai continuar sendo reta (huahuahuhuahuahuauha, acreditem, não é assim que me sinto andando em São Paulo!). A única diferença é que em vez de casinhas pequenas e bem espaçadas, tem prédios altos, modernos (ou antigos, huauhahuahuhuahuahuahua) e muitas lojas de tudo quanto é tipo. ;)

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Meu plano era escrever mais, mas não vai dar porque eu quero muito dormir (e ainda vou tentar fazer a unha). Além disso, se eu escrevo muito ninguém lê. ¬¬

Então por hoje é isso. Beijos! <3

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