Sofro da síndrome de Peter Pan.
Catching Elephant is a theme by Andy Taylor
Mais um post!
Quero agradecer ao pessoal que está lendo, comentando, perguntando, é muito legal ter esse feedback, me dá ainda mais vontade de postar! Espero que os posts estejam sendo informativos, principalmente pra quem pretende viajar, e que vocês estejam se divertindo ao ler, também, assim como eu me divirto quando escrevo. :D
Minha sugestão pra leitura é: não considerem apenas os títulos. São apenas títulos… Eu escrevo sempre mais coisas do que o título sugere. ;)
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Intolerância a comida asiática - dois acontecimentos peculiares
Como já comentei antes (umas mil vezes, huauhahuahuhuahuauhuaha), a primeira semana foi difícil pra mim, por vários motivos. E logo na minha primeira quinta-feira aqui, eu passei mal.
Se tinha uma coisa da qual eu tinha medo antes de viajar era de ficar doente, porque por nada nesse mundo eu queria usar o seguro. Eu li o tal do Guia de Bolso (que é enorme, huauhahuhuahuahuhuahua) e tinha tantas cláusulas que eu estava com medo de ter contratado um seguro que não ia segurar quase nada, hauahuhuahauhuahuahuahua (claro que estou exagerando, vocês já sabem ^_~).
Bom, o que aconteceu foi o seguinte:
Um belo dia eu fui passear no shopping que tem bem perto da escola, o Pacific Centre, pra ver qualéqueé a da praça de alimentação de lá. Logo de cara tinha um lugar que vendia COMIDA e não lanche, e eu gostei porque por mais que eu ame fast food não queria sobreviver disso durante um mês. Decidi que ia comer lá.
Esse lugar, afinal, vende comida asiática. Asiática porque ninguém sabe dizer se é japonesa, chinesa, coreana, parece ser nenhum dos três e um pouco de tudo ao mesmo tempo.
Eu comi brócolis e mais uns vegetais refogados, macarrão, carne (que parecia muito apetitosa) e tofu (que parecia queijo branco). Que mal isso ia me fazer?
Acontece que o brócolis não estava gostoso como o da Ana, o macarrão não era lá essas coisas, a carne não era apetitosa e o tofu não tem NADA a ver com queijo branco (que negócio RUIM!). Nem comi tudo.
Isso foi bem no dia do passeio pra Granville Island. No começo do passeio minha cabeça já estava doendo. No fim do passeio ela estava explodindo e eu estava enjoada. Quando estava no centro de Vancouver de novo, estava prestes a vomitar, poderia acontecer a qualquer momento, vômito brasileiro nas ruas de Vancouver!
Graças a Deus eu não paguei esse mico, mas eu tive que chamar um táxi, porque de forma nenhuma eu ia ser capaz de esperar o ônibus e aguentar aquele balanço até chegar em casa sem dar um banho de tofu em alguém. E subir a rua da minha casa então? Nem pensar, era capaz de eu vomitar e cair desmaiada logo depois (huauhahuahuuhahuauhhuahuauha, ok, eu estou exagerando, mas eu realmente passei MUITO mal).
O pior de tudo é que o taxista que me levou estava muito amigável e queria saber tudo do Brasil, queria conversar, e eu não conseguia nem raciocinar. Ficou me falando que no Brasil “the girls are good”, se é que vocês me entendem… Ainda me perguntou se era verdade. ¬¬ Amigo, EU SOU uma girl, você acha que eu vou falar “Sim, as mulheres são muito gostosas!”? A minha resposta foi “Bom, as pessoas dizem isso mesmo mas eu não sei, eu não fico reparando nas meninas, eu sou uma delas…” ¬¬ Oh céus.
Além disso, ele era mentiroso. Huauhuahuahuahuhuahuahuhuahua… Perguntei de onde ele era (só pra não perder o costume), ele me disse que nasceu no Canadá. A-HAN, com esse sotaque a la Everton-imitando-indiano. E eu sou francesa!
Eu só sei que dei graças a Deus quando vi a porta de casa. A Ana me viu e perguntou se eu estava bem, eu disse que não, expliquei pra ela, e só de lembrar da comida meu estômago já revirava, eu ficava instantaneamente mais enjoada. O pior é que antes de voltar pra casa eu precisei passar no shopping de novo, e perto desse restaurante… Eu tive que me segurar pra não vomitar ali mesmo, só de sentir o cheiro.
A Ana foi um amor. Na mesma hora me sugeriu um remédio pra enjoo, me ofereceu mil coisas e falou pra eu ir deitar um pouco, que em meia hora eu estaria bem.
Fui dormir às 19h30, chorando horrores e pedindo pra Deus não deixar eu ficar doente. Às 21h30 eu acordei e estava me sentindo novinha em folha! Muito sonolenta, mas sem enjoo nenhum!
Quando eu acordei, fui pra cozinha pra avisar a Ana que estava bem e agradecê-la, e também me desculpar por dar trabalho. Eis que Justin estava descendo as escadas.
Até então eu não tinha conhecido o Justin, filho da Ana e do Ivan. Tive que falar o “Nice to meet you” mais podre da minha vida, com cara de sono, toda descabelada e com a maquiagem borrada, huauhahuhuahuauahuuhahuahuuahhuahuahua… Que vergonha!
Ainda falei pra ele “Que péssimo momento pra gente se conhecer”, mas ele foi superbonzinho, a Ana explicou o que tinha acontecido, ele me desejou melhoras, enfim, foi supereducado. :)
No fim das contas eu fiquei ótima, graças a Deus e a Ana. :D
Só fiquei “meio assim” porque eu vim pra Vancouver realmente disposta a tentar coisas novas (menos sushi e outras coisas com peixe cru, mistureba de arroz, e animais exóticos, huahuhuahuahuahuahuhuahua). E na minha turma (do curso) tem um monte de japonesas e coreanas que vive indo comer em restaurantes que servem as comidas típicas de seus países. Eu estava até curiosa pra tentar o famoso churrasco coreano…
Mas conversando com a Ana, ela me disse que com certeza meu problema tinha sido meu almoço. Acho que principalmente o tofu, só de lembrar no dia seguinte eu AINDA ficava enjoada! O negócio fez um baita estrago nas minhas entranhas!
Enfim, ficou decidido que eu não ia mais me aventurar pela culinária asiática. Fast food nunca me fez tão bem! :D
Num outro belo dia (acho que na segunda semana de aula), porém, meu professor resolve fazer uma Potluck Party, que pra nós no Brasil é aquela festinha em que cada um leva um prato. A condição era: tragam um prato típico do seu país. E vocês lembram que há duas brasileiras na minha sala (das quais uma sou eu, que não sei cozinhar), e que as outras dez são asiáticas.
Pensei “Ótimo, vou morrer de fome”.
Um dia antes, decidimos o que cada uma iria levar. Eu até postei fotos do menu e das comidas no Facebook.
No dia D, as comidas estavam com uma cara muito boa (pelo menos a maioria delas) (espero que minhas colegas não traduzam esse post :x). E tinha coisas que eu queria experimentar.
Então lá fui eu. Eu peguei um minúsculo pedaço dessas poucas coisas que pareciam boas pra mim. Com a maioria delas eu me arrependi. Acho que só gostei de uma, mas tive que tirar o recheio (peixe), ou seja, comi só a massinha. Encurtando a história, não gostei de NADA!
A minha sorte é que a Denise (a outra brasileira) levou salpicão, que eu AMO. Isso foi meu almoço, junto com uns vários brownies, que foram a sobremesa levada pelo nosso professor (nem a torta de abóbora que ele levou eu consegui comer, também não era boa - e sim, eu experimentei! :p). A propósito, que brownies eram aqueles? Nooooooooooooossa, muito bons!!!!!!!!
Esse pouco de aventura pela culinária asiática nessa festa me rendeu uma dor de cabeça nesse dia também, acreditam? Pois é. Graças a Deus eu não passei mal pela segunda vez, mas eu achei que ia, porque começou do mesmo jeito - uma dor de cabeça que ficou forte. Só não tive enjoo nem vontade de vomitar.
Muito tempo depois, conversando com a Denise (nesse último fim de semana, pra ser mais exata), ela me disse que se eu tive dor de cabeça significa que a comida asiática ataca meu fígado. Achei isso interessante. “É como se eu tivesse me alcoolizado, então?”, ela disse que sim, que era o mesmo efeito.
Pois é isso. Quando como comida asiática, fico bêbada. E pior que nem fico alegre, só tenho os sintomas ruins!
Eu tentei, juro, mas não deu. Comida asiática, nunca mais…
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Finalmente terminando a primeira semana - compras!
Faltou eu terminar de falar sobre o que fiz na primeira semana.
Tirando o passeio pra Granville Island e os passeios do fim de semana, não fiz nada de emocionante em relação a conhecer a cidade (já tinha dado essa prévia em um dos primeiros posts). Estava chuvoso e eu tinha medo de sair por aí, acho que simplesmente pelo fato de eu não conhecer Vancouver.
Só que nenhum dia eu fui cedo pra casa. Todo dia eu saía da escola e ia GASTAR! Huuahuahuahuuhahuahuhuauhahuuha…
Na primeira semana aqui eu comprei as coisas que eu mais queria, e sem as quais eu não iria embora de Vancouver: meu iPod nano, meu notebook e - minha queridinha - a câmera dos meus sonhos! *_*
Não sei se interessa saber sobre essas coisas, mas o iPod nano é o cor de rosa, de 8 GB, preço tabelado. O computador é Sony Vaio (esse modelo aqui, pra ser mais específica). E a câmera é uma Canon semiprofissional, recomendada pelo Marcos Fujimoto (amigo do Marcus).
O iPod foi simples. Cheguei na loja e falei “Quero o iPod nano, 8 GB, rosa, você tem?”, “Tenho”, “Vou levar”. Paguei eu fui embora. Huauahuhuahuahuauhhuahuahuuhahua…
O notebook eu fui comprar logo no primeiro dia de aula! E adivinhem? Já tinha acabado fazia tempo! Eu queria exatamente esse modelo, ou algum muito parecido, mas os mais parecidos que a loja tinha não tinham reprodução blu-ray (coisa da qual eu fazia questão). E além de tudo tinha que ser rosa.
Eu fiz o vendedor, Tony, me falar a descrição completa dos poucos computadores cor-de-rosa que ele ainda tinha, mas no way… Tinha que ser aquele. Aí eu desisti da cor rosa, então ele foi buscar esse modelo (em qualquer cor) nas outras lojas. Viu que tinha alguns pretos e dois brancos numa loja próxima, eu falei “ÓTIMO, então é branco!” :D. Ele ligou lá e ficou uns 15 minutos na linha, só esperando (sem exagero dessa vez). Finalmente ele conseguiu encomendar o notebook pra mim e eu fui buscar alguns dias depois, 100 dólares mais barato (por causa da Boxing Week).
Preciso fazer um adendo agora. Esse Tony foi uma das pessoas mais educadas que eu conheci aqui! Quando fiz a famosa pergunta, “Where are you from?”, me surpreendi. Ele é vietnamita! O inglês dele é ótimo, eu mesma pensei que ele era canadense. Gente, ele teve uma baita paciência comigo, vocês não têm noção. Até me mandou um e-mail quando meu notebook chegou (ele ia ligar, mas eu pedi pra mandar e-mail, já que quase nunca tem alguém pra atender o telefone aqui). Chorei desconto no case do notebook, ele deu (porque no notebook não tinha como dar mais desconto). No fim da história, até falei pro gerente que ele merecia um aumento, ele ficou todo contente, huauhahuhuahuahuhuahuauhahuuhauha… Espero que ele tenha ganhado o aumento, pelo menos. :D
Agora, a câmera. Fui atrás dela mais pro fim da semana, e claro que ela também tinha acabado. Enchi o saco do vendedor de novo, Mark Stafford, ele viu no computador que tinha algumas pra chegar em poucos dias. Falou pra eu voltar na segunda-feira, eu implorei pra ele não vender pra mais ninguém, e na segunda-feira lá estava eu. :D Tinha só uma!!!!!!!!!!!!!!
Tive que esperar um tempão porque ele estava em horário de janta, e segundo os outros vendedores, ninguém podia me ajudar, porque essa venda já era dele. Enquanto isso, fiquei conversando com dois outros vendedores - um canadense e um de um país que não lembro qual é, mas é lá pro lados das Arábias (hauuauhauhahuuhauhahuuha, depois reclamo quando acham que no Brasil se fala espanhol).
Esse canadense era superlegal. Educado, perguntei várias coisas sobre a câmera pra ele, e mesmo a venda não sendo dele, ele me respondeu tudo, me indicou a bolsa pra câmera, o melhor cartão de memória. Ainda dei uma minigafe com ele. Eu chutei que o outro vendedor era brasileiro (pelo rosto parecia), mas pra esse eu falei “You are American, I am sure”… Mas eu não quis dizer americano dos Estados Unidos, eu quis dizer americano do continente americano! Putz, ele ficou mó bravo… Como se eu tivesse chamado ele de corinthiano ou algo do tipo, hauhuahuauhhuahuahuhuauha. Ele levou na brincadeira, mas fez questão de demonstrar que não tinha gostado. Aí eu tive que corrigir “I mean, North American” e expliquei pra ele o que eu tinha TENTADO falar. Ele só riu e me desculpou.
Já o outro vendedor…
O outro, assim que soube que eu sou brasileira, já veio com o mesmo papo infeliz de “As brasileiras são BOAS”… Carambaaaaaaaaa… Primeiro que é uma falta de respeito, porque eu estava bem na frente dele! Ou eu ia me sentir constrangida por ele falar na minha cara que eu sou “boa” ou por ele insinuar que apesar de ser brasileira, eu não sou boa (porque uma das duas opções tem que ser a certa, concordam?). E aí, o que é pior? ¬¬
Bom, esse daí eu cortei logo de cara, a essa altura do campeonato eu já estava cansada de ouvir todo mundo falando a mesma coisa do Brasil. Samba, praia, carnaval (que pra eles é igual a putaria - o que não deixa de ser verdade) e “mulheres boas”.
Sempre que ele vinha com esse papinho eu virava pro outro vendedor e perguntava algo sobre a câmera. Mesmo assim o infeliz conseguiu me encher e até falou que o sonho dele era ter uma namorada brasileira. Ele inclusive ficou me perguntando se eu gostava de algumas coisas tipicamente brasileiras. Se eu gostava de Carnaval (falei que detesto), de futebol (falei que pra mim, não fede, nem cheira), de ir à praia (disse que prefiro a cidade, hauauuhauhauhahuhuahuahuhuahuahua). Deu pra ver a expressão de decepção dele. Ele chegou a me dizer que pediu pra sair com uma brasileira que foi comprar uma câmera lá outro dia - como esse cara ainda está empregado? Quando me despedi, eu disse “Good luck with the Brazilian girls”…
Bom, voltando à câmera… Hehehehe…
Saí de lá com a câmera 50 dólares mais barata, a bolsa, o cartão SD, 1 ano de garantia internacional e ainda consegui um desconto de 100 dólares em cima de tudo isso, porque a Pati (Patrícia Mozelli) me disse que se eu chorasse na Future Shop, conseguiria desconto. DEU CERTO, PATI! :D
A câmera é provavelmente a melhor coisa que comprei nessa viagem. No Brasil o preço dela é, quando está barata, R$1200. Eu paguei pouco mais de R$800 comprando aqui. E ela é um amor, hauauhahuuhahuauhhuauhahua, falo pra todo mundo que é a minha melhor amiga dessa viagem, porque ela já passou de tudo comigo!
Até em cima do hidrante a coitada foi parar, e o formato dela não é lá dos mais fáceis de encaixar em qualquer lugar. Teve vezes que eu equilibrei a câmera em lugares inimagináveis, pontiagudos, perto de água, de rio, em cima de árvore, em cima de pedras, em troncos na praia (tudo isso pra ter fotos MINHAS usando o timer, já que 90% dos passeios eu faço sozinha), e do jeitinho que eu deixo, ela fica. Ela é muito obediente! Huahuhuauhahuauhahuhuauhahuhuahua…
Sem contar a qualidade. O Marcos (Fujimoto) me ajudou muito, me mandou muitas informações, dicas e links, e antes de viajar eu pesquisei muito sobre fotografia e sobre essas câmeras. Eu ainda não estou usando-a no modo manual, porque eu quero rever tudo o que eu já tinha aprendido antes de comprá-la e agora eu não tenho tempo pra isso. Então todas as fotos que vocês veem no Facebook são tiradas no modo automático. Mas assim que eu voltar ao Brasil, ninguém me segura quando eu estiver com a minha câmera! My baby! (Meu violino vai ficar com ciúmes, hauauhhuahuauhhuauhahuhuahua…)
De resto, comprei tranqueirinhas… Maquiagem, comida, coisinhas assim.
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Ufa, mais um post gigantesco terminado… Aos poucos eu tô tirando o atraso. :D Acho que estou lembrando de tudo.
Por favor, comentem e perguntem! :D
Beijos! <3
Mudei o layout do Tumblr pra ficar mais fácil pra leitura, espero que ajude. Eu sei que ele é simples, mas é provisório. :p
Antes do post propriamente dito, preciso fazer alguns comentários:
Renata, não, eu não comprei lanterna porque o único dia em que eu precisaria dela foi o primeiro. Huahuahuhuahuahuahua… Todos os outros dias eu saí mais tarde (umas 8h) e já estava bem claro. Talvez amanhã eu precise, porque vou acordar cedo… :p Mas não tenho lanterna.
Xênia, como eu te disse no Facebook, eu fui pra Seattle só pra gastar, huauhauhahuhuahuauha… Infelizmente nem deu pra conhecer a cidade. Pelo menos deu tempo de comprar um imã de lembrança, se não as lembranças seriam apenas GASTOS! :p (Não que o imã tenha sido de graça…)
Marcus, você me perguntou uma coisa que não tem nada a ver com a viagem então não vou responder. ¬¬
AGORA, O POST!
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Seattle
No meu primeiro fim de semana aqui em Vancouver eu fiz dois passeios.
No sábado, eu fui pra Seattle. Mas sinto decepcionar, eu nem sei que cara têm os Estados Unidos, huahuauhuhauhauhahuhuauhahuuaha… Brincadeira, eu até conversei com uns americanos (os atendentes das lojas, huahuahuhuahuahuahuhuahua).
Acordei bem cedo e fomos de school bus (foi um passeio com a escola). A primeira parada foi nos Seattle Premium Outlets. Meu Deus do céu! Eu me senti MAL depois que saí de lá, de tanto que eu gastei!!!!!!!!!!!!!
Pra começar, na primeira loja que eu fui, que era a que eu mais queria visitar (Juicy Couture) eu já gastei quase 1/3 de todo o dinheiro que levei, e eu levei bastante! Eu pensei “Não acredito que só vou conseguir comprar em três lojas”, hauhahuahuhuahuahuahuhuahuahuhuahua… Mas não foi isso que aconteceu, é que lá era tudo muito caro, mesmo sendo outlet.
Tirando a Juicy Couture, eu fiz ótimos negócios. O que mais valeu a pena foi uma jaqueta linda que comprei na Guess por 30 dólares!
Pena que o tempo era curto, tinha lojas que eu queria visitar e não deu, mas deu pra cobrir pelo menos as prioridades. O que eu mais gostei foi de ter encontrado o meu perfume favorito lá, que eu não estava encontrando em Vancouver, por 15 dólares!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (A versão de 30 ml.)
De lá fomos pro Alderwood Mall. As meninas no ônibus estavam simplesmente alucinadas, gritando VICTORIA’S SECRET a todo momento, huauhauhhuahuahuahuhuahua… Mas enquanto todas literalmente corriam pra lá (talvez com medo de o estoque acabar, huahuahuahuhuahua, sério, elas estavam LOUCAS), eu fui pra Target, que nem era no shopping. Não sei o que me levou até lá, mas foi uma ótima ideia. Comprei meias termais por 8 dólares o par e uma mochila ótima pro notebook por uns 70 dólares.
Foi só! Eu sei que tinha muito mais coisa legal, mas não dava tempo, eu tive que ir correndo de volta pro shopping pra aproveitar as compras lá também, huahuahuahuhuahuahuahua…
Nesse dia eu me senti igual os participantes daqueles programas em que você vai ao supermercado e tem que comprar tudo o que puder em poucos segundos. É assim: Gostou? Leva! Não gostou? Próximo item! Não dá pra pensar no custo/benefício, não dá pra ver se tem defeitos, não dá pra escolher tamanho, vai o que tem. Huauhhuahuauhahuhuahuahuahuhuahua…
É óbvio que eu não comprei nada assim, se não eu não seria a Gabriele, mas por causa disso eu trouxe bem menos coisas do que poderia trazer. O que não impediu que eu fosse uma das que tinha mais sacolas na volta. Paradoxal? Não… Já vou explicar. :D
Como eu disse, não fui em tantas lojas assim nos outlets, mas nas poucas que eu fui eu comprei bastante coisa. E ao chegar no shopping, eu fui direto pra loja de roupas que eu mais queria conhecer: Forever 21!!!!!!!!!!! E essa foi minha maior sacola do dia, huahuahuahuhuahuahuhuahua… (Tem em Burnaby também, cidade vizinha de Vancouver.)
Eu esperava mais dos vestidos, me disseram (blogs) que eram os vestidos mais lindos do mundo… ¬¬ No Brasil eu encontro coisa melhor. Mas noooooooooooooossa, eu comprei muitas coisas fofas, principalmente blusinhas de manga comprida, blusas de malha e de lã. E lá eu encontrei o par de pantufas perfeitas, que estava na minha wishlist! Bijuterias fofas por um preço bom, cachecol, touca, luva, tudo muito fofo e barato!
Depois disso me sobrou pouco tempo, eu fiquei quase o tempo todo nessa loja, que é enorme! Mas eu não podia deixar de passar na Victoria’s Secret, caramba! Huauhuhahuauhhuahuahua…
Nossa, LOTADA DE BRASILEIRAS. E as meninas estavam sendo muito rudes, huauhahuhuahuahuahuhuahuahua… As vendedoras supersimpáticas, as meninas do caixa também, puxando assunto, perguntando do Brasil e tal, e as brasileiras só falando “YES, YES”, olhando pra todos os lados, talvez com medo de ter perdido alguma ótima promoção ou de alguém ter pego a body lotion que elas não encontraram… Ou simplesmente com pressa pra ir pra próxima loja torrar mais algumas centenas de dólares. Huahuahuhuauhahuhuahuahua, sério, o ar estava até pesado!
Eu não tinha mais que 10 minutos pra escolher, se não eu ia ficar pra trás e ia ter de morar em Seattle, então é óbvio que fui pra prateleira de promoções. Uma delas era “Leve 6 por $35”. Seis o quê? SEIS QUALQUER COISA! Huauhhuahuauhahuuahhuauha, tinha de tudo, então eu peguei as seis primeiras coisas que consegui e fui pra fila do caixa, enorme. Huahuahuuhahuahuahuhuahua… E dentre essas seis coisas, duas são da Pris. :D
Tinha também uma Macy’s nesse shopping que eu queria muito ter visitado mas não deu tempo. Já está decidido, definitivamente, eu tenho que fazer uma viagem pros Estados Unidos só pra gastar - não é a toa que chamam de o país das compras, aquele lugar CHEIRA a capitalismo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Huauhhuahuahuahuhuahuaha…
Incrivelmente depois de toda essa saga eu ainda tenho alguns dólares americanos, dá vontade de voltar lá pra gastar mais, huahuauhhuahuauhhua… MAS CHEGA! Sério, eu me senti muito fútil depois desse dia, mas já passou. :D
Vocês devem ter notado agora que no Facebook não tem fotos de Seattle. Agora que leram esse post, já sabem o porquê.
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Whistler
No domingo fui pra Whistler.
Whistler é a Disney World pros cidadãos de Vancouver, e essas são palavras da Jackie! (Lembram da Jackie?). Isso pra quem pratica esportes de inverno (o que deve corresponder a 90% dos jovens de Vancouver). É um lugar liiiiiiiiiiindo!
No dia em que eu fui por exemplo, estava nevando e ventando muito. Mau tempo pra sair de casa? Não se você é skiier ou snowboarder!
Mas antes de chegar lá, paramos no Shannon Falls Park, que tem as… adivinhem? Shannon Falls! Huahuhuahuahuahuhuauha… A terceira maior queda d’água da América do Norte, com 331 metros de altura.
No caminho, passamos (não paramos) pelo distrito de Squamish e enquanto isso a Jackie foi nos contando sobre a cultura do povo que vive nessa área - first nation people (seriam os indígenas, pra nós, brasileiros). Foi muito interessante aprender sobre eles. A Jackie nos contou sobre os esforços que eles fazem pra manter sua tradição e cultura, o que é muito legal, e do “apoio” que o governo dá (“dando” as terras desses povos pra eles mesmos morarem, como se já não fossem deles… ¬¬) mas por causa disso, eles ficam meio à margem da sociedade, poucos conseguem frequentar a universidade ou frequentar os mesmos lugares que os outros povos no Canadá. Semelhança com os indígenas no Brasil é mera coincidência?
Eles têm uma cultura totalmente diferente. Tanto é que as placas na região têm os nomes das cidades em inglês e no idioma deles. Por exemplo, Squamish na língua deles é “simplesmente” Sḵwx̱wú7mesh (tem até um 7 aí no meio! E essas letras sublinhadas não são por acaso também…). Eu achei isso muito interessante!
Chegamos então a Whistler Village, que deve ser o centro, ou pelo menos o centro turístico. :p
Tem um monte de casinhas bonitinhas num estilo diferente, meio antigo, mas pfff… Vai pensando. As lojas são as mais modernas e caras que você imaginar. Também é caríssimo morar em Whistler - a maioria das pessoas que vai pra lá fica apenas por uma temporada em quartos de hotéis. Quem trabalha lá geralmente mora nas cidades próximas.
Lá na village mesmo eu comprei aqueles famosos hand e toe warmers, porque pela primeira vez eu não estava aguentando o frio nas mãos! Sério, lá é muuuuuuuuuuito frio! MESMO. Isso porque eu ainda nem tinha subido a montanha. E devo dizer, esses warmers fazem milagre, o negócio é muito quente! Ainda bem, né!
Mas o engraçado é que eu só estava com frio nos pés, nas mãos e no rosto. Claro, o resto estava mais bem protegido, com certeza é por isso.
Depois, fomos fazer o passeio Whistler Blackcomb - Peak 2 Peak. Subimos a montanha Whistler numa pequena gôndola. Só isso já valeu o passeio. Vi picos de árvores cobertos de neve, as folhas das árvores pareciam que estavam fazendo força pra segurar a neve e o gelo em cima delas, as montanhas liiiiiiiiiiiindas cobertas de neve (minha paisagem favorita daqui). Ao chegar no topo, temos a opção de ir ao topo de outra montanha, a Blackcomb, também de gôndola. Pra quem quiser, tem ainda as gôndolas com chão de vidro! E é claro que foi nessa que eu passeei! Segundo o site, é o passeio de gôndola mais longo sem apoio (3024 km), a mais alta gôndola do tipo (436 m acima do vale), e o mais longo passeio contínuo de gôndola no mundo.
Vi vários inukshuk, que é um dos símbolos mais vistos nos souvenirs. Os povos primitivos construiam essas estruturas no caminho para as montanhas para não se perder na volta pra casa. Também são reconhecidos como um símbolo de amizade. :) Vejam as fotos no Facebook.
Foi emocionante porque eu vi neve pela primeira vez, eu fiquei encantada. :D
Voltando à village eu fui almoçar/jantar (16h!!!) no restaurante The Old Spaghetti Factory (que já estava na minha lista de “quero ir”). Lá eu comi o melhor frango da minha vida, huahuahuhuhuahuauhauhhua… Meu prato foi o Roasted Garlic Grilled Chicken - peito de frango grelhado e marinado servido com “linguine noodles” (um tipo de macarrão) com parmesão e manteiga de alho. E pensa num negócio grande! Aquele frango deve ter tomado muita bomba porque eu só aguentei comer o frango, o macarrão ficou todo pra trás. Tomei uma limonada cremosa de raspberry, que era boa, e de quebra eles servem sorvete (cortesia). Ainda, antes de a comida chegar, veio um pão maravilhoso, acabado de assar, com dois tipos de manteiga (claro que uma delas era a de alho, eles usam essa manteiga em tudo aqui!), e isso também era cortesia. E o preço valeu muuuuuuuuuuuuito a pena, gastei algo em torno de 20 dólares.
Uma das últimas coisas que vi em Whistler foi simplesmente inacreditável. Eu lá toda empacotada e um grupo de umas 7 pessoas numa jacuzzi AO AR LIVRE! Só não tirei foto porque estava muito na cara, eles iam correr atrás de mim pelados e tudo!
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O clima
Quem me conhece sabe que eu gosto de frio e detesto calor, que por mim seria sempre inverno. Mas eu não conhecia o inverno de Vancouver.
Huauhhuahuauhauhuahhuahuahuhuahuahuahua…
Bom, não vou exagerar. Para o que eu estava esperando, o frio de Vancouver não é nada. A minha ideia era que eu ia pisar fora de casa e ia congelar depois de 5 minutos caminhando. E obviamente não é assim.
Além disso, Vancouver é famosa por ser a cidade mais amena do Canadá, tanto no inverno quanto no verão. Enquanto a média pelo país afora é sempre abaixo de zero em janeiro, em Vancouver é em torno de 4 ou 5º C.
Na minha primeira semana aqui o tempo estava chuvoso. Se há chuva, não há neve. Pros menos espertos em Ciências (meu caso), se fosse pra chover e nevar ao mesmo tempo, a chuva estaria em forma de gelo, ou seja = neve! :p Resumindo, se tem chuva está quente (pros padrões do inverno do hemisfério norte, e não quente tipo Nordeste do Brasil, vocês sabem, né…), se tem neve está frio.
Como eu ia dizendo, estava chuvoso, e por isso a temperatura estava mais alta. Teve dias que estava 15º C ou até mais! Ou seja, dava pra andar na rua tranquilamente, se você não se importa em carregar a sombrinha ou se molhar. O que definivamente é o meu caso. Apesar de eu não ter feito coisas ao ar livre (pelos motivos óbvios já citados) eu não deixei de andar por aí, principalmente para… gastar! :x
Na segunda semana, a temperatura começou a cair e no fim da segunda e começo da terceira semana teve neve, muuuuuuuuuuuita neve em Vancouver, o que é bem incomum. A Ana (homestay mother) me disse que o Canadá inteiro ri de Vancouver por causa disso, dizendo que os moradores de Vancouver não sabem dirigir na neve, tem medo de neve, huauhahuhuahuahuahuhuahuahuhuahua…
Como houve muita neve, a temperatura caiu, e bastante! -7º C nesses últimos dias. E eu descobri o meu limite. Até 0º C dá pra aguentar tranquilamente, sem nem por muita roupa (claro que eu também devo ter me acostumado com o frio), mas abaixo de zero é tenso!
Mas pra resolver isso, foi simples. Me empacotei inteira e fui no frio abaixo de zero pros parques mais lindos e tirei muitas fotos, como muitos já viram no Facebook.
Muitas pessoas que eu conheço gostam de frio, mas aqui em Vancouver eu não vi ninguém saltitante por causa disso. Eu também não fiquei superfeliz, mas também não achei ruim. O que acho chato do inverno é que escurece muito cedo, essa é a pior parte.
Só que eu não posso reclamar. Eu consegui ver o que eu mais queria: neve! E eu AMEI! Vi neve em todas as “fases” - caindo do céu; o floquinho minúsculo na palma da minha mão; macia, fofa e brilhante como glitter no chão (dá vontade de comer!); dura e bem mais gelada do que na fase anterior; e finalmente, suja e escorregadia. :D
Fiquei coberta de neve, vi a neve derreter no meu cabelo e fiz guerra de bola de neve, e é muuuuuuuuuuito divertido! \o/ É como jogar areia em alguém (acreditem, eu já fiz isso, huauhahuahuhuahuahuahua), só que melhor, porque ela não gruda em você, não machuca e depois vira ÁGUA, ou seja, não suja! :D
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Por hoje é isso aí, por favor comentem no Facebook e façam perguntas, se quiserem.
Beijos! <3
O post anterior era supostamente sobre minha primeira semana, e acabei falando do meu primeiro dia… Huahuahuhuahuahuahuhua, então, aí vai mais um pouco da minha primeira semana.
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Conversando com nativos
Hehehe, esse título fica engraçado, dá a impressão de que eu conversei com first nation people (o que seriam os indígenas pra nós, brasileiros). Mas não é isso que eu quero dizer.
Bom, uma das coisas mais legais de ter vindo pro Canadá é ter a chance de conversar com canadenses (ou pessoas de outros países que falam inglês fluentemente). Ainda mais depois de ver um monte de brasileiros no aeroporto, no avião, na escola, nos ônibus… :p Como eu comentei no post anterior, já estava ficando meio frustrada.
Na terça-feira, dia 4, eu peguei o ônibus de manhã e peguei um livro pra ler (o livro que recebemos junto com o material do curso). Quando eu desci do ônibus, um carinha que estava no mesmo ônibus que eu também desceu e como estávamos esperando o semáforo ficar verde, ele começou a conversar comigo.
Eu não tenho certeza absoluta de que ele é canadense, mas pelo sotaque só podia ser canadense ou americano, ou estar vivendo aqui há muuuuuuuuuuuuuuito tempo. Ele me perguntou se eu era professora, se estava fazendo algum curso, e deduziu isso pelo meu livro. Eu achei superlegal ele tomar essa iniciativa de vir perguntar, porque aparentemente não é algo comum para os canadenses sair conversando com qualquer um - não como é pros brasileiros. Eu conversei durante menos de 5 minutos com ele mas fiquei empolgada por finalmente ter tido uma oportunidade de conversar algo legal com alguém que não tinha outra opção a não ser falar inglês comigo.
Com meu professor também é assim, afinal, ele não fala português, mas é totalmente diferente, porque só pelo fato de eu ser aluna é como se ele já esperasse por erros (e ele realmente espera :P). Ou seja, eu estava conversando DE VERDADE em inglês, numa situação real. Acho que deu pra entender, né…
Outra pessoa com quem conversei foi a Jackie, do Activities Department da escola. Ela nasceu em Vancouver mesmo, o que me deixou superempolgada pra conversar com ela, tão empolgada que eu sempre erro e gaguejo MUITO quando converso com ela, enquanto com outras pessoas não é assim!!!! É muito estranho, hauhahuhuahuauhahuhuahuauhuaha…
Nossa, pensa numa pessoa legal. Ela é provavelmente a pessoa mais legal que eu conheci nessa viagem. Muito educada e sempre disposta em ajudar, responde tudo o que perguntam, faz todos os favores que pedem, huauhahuhuahuahuuahhuahua… É uma excelente guia turística (com a vantagem de morar em Vancouver desde que nasceu, ou seja, ela sabe TUDO da cidade). Mesmo com 10, 15 pessoas falando com ela ao mesmo tempo, ela sabe ser gentil e educada.
Na volta de Seattle a gente sentou junto, conversei com ela o caminho todo - sobre aparência (porque ela, assim como a maioria das pessoas aqui, parece muito mais nova do que realmente é), sobre relacionamentos (inclusive namoro à distância), sobre trabalhar aos sábados (nós duas sofremos desse mesmo mal), hauuhahuahuhuahuahua, foi muito legal! :D
Ela poderia ser brasileira, de certa maneira, porque ela faz tudo isso sempre sorrindo e está sempre de bom humor. É uma gracinha. ^_^ Sou fã da Jackie. :D
Tem também o Don. O Don é o motorista do school bus na maioria dos passeios que fazemos pra lugares mais distantes. Ele é canadense, mas não de Vancouver - se não me engano, é de Montreal.
Conversei demais com ele nos passeios que fiz no primeiro fim de semana, ele nos levou pra Seattle no sábado e pra Whistler no domingo.
A única coisa que me deixou chateada foi ele pensar que brasileiro fala espanhol… ¬¬ Eeeeeeeeeee falta de cultura, huauhahuahuhuahua - e ele deveria saber disso, já que 85% das pessoas que estavam nos passeios que eu fiz (e com certeza nos anteriores) são brasileiras!
A gente estava conversando sobre como o pessoal deixa de aproveitar e em vez de falar inglês continua falando a língua materna. Aí ele falou algo do tipo: “Por exemplo, esse pessoal que está aí poderia muito bem estar praticando o inglês em vez de continuar falando espanhol”. Huauhhuahuahuahuauhhuahua, eu não tive nem coragem de corrigí-lo, ele estava muito convicto no que estava dizendo…
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Passeios na primeira semana
False Creek e Granville Island
False Creek é uma espécie de baía ou rio, sei lá, realmente não sei definir (quem realmente fizer questão de saber, basta procurar no Google, vocês sabem… ^_~). É um lugar lindíssimo! Uma vez que você está na água (dentro do barco, é claro), se der uma volta de 360º, vai se ver rodeado por nada mais, nada menos que a cidade de Vancouver. Huauhhuahuahuahuahuhua, ok, coisa óbvia, mas é lindo porque a distância dá pra ver várias coisas que a gente reconhece, vários lugares turísticos de um mesmo ponto.
É o False Creek que a gente atravessa pra chegar na Granville Island (pode ser que haja outras maneiras de chegar lá, não sei ao certo). A Granville Island, como o próprio nome diz, é uma ilha - procurem, novamente, no Google para saber mais. :p
A Granville Island parece uma mini-cidade dentro de Vancouver, tem várias coisas lá como teatro, cinema, até uma universidade. A única coisa que visitei mesmo no dia que eu fui lá foi o Public Market, onde tirei várias fotos, as quais vocês podem ver no Facebook.
Lá eu encontrei maple syrup por um preço razoável, comprei coisas feitas de maple syrup pra levar pra casa. :D Pra quem não sabe, maple syrup é um xarope (ou seiva, não sei, hauhuauhahuahuhuauhahu) extraído da árvore chamada maple… Eu lembro que vi a tradução em algum lugar, mas não estou lembrando a palavra agora.
Enfim, lá eu aprendi por exemplo que há vários “graus” de maple syrup. Tem o light, o medium, o amber e o dark - que são extraídos, em sequência, do começo pro fim da estação. Pode parecer óbvio, mas achei isso superinteressante, porque eu realmente não tinha ideia de que era assim.
Também vi o tal iced wine lá, mas não comprei porque era caríssimo. Uma amiga já encontrou por um preço bem melhor na East Hastings Street (não sei exatamente onde, porque ela vai comprar pra mim).
Esqueci de dizer que até chegar em False Creek passamos pelo bairro Yaletown, um bairro que foi meio que “reformulado” porque era um lugar de certa forma largado, hauhahuhuahuahuhua… Agora é um bairro bem bonito, tem bastante coisa lá, principalmente bares e restaurantes. Também é nesse bairro que fica uma das lojas de cosméticos de que eu mais gostei: a Beauty Mark, na Pacific Boulevard. Lá eu encontrei os produtos mais legais pra cuidados com a pele por um preço muito bom (caros, mas bem melhores se comparados aos preços brasileiros) e várias marcas chiques e legais que não são vendidas no Brasil.
Esse passeio foi legal principalmente pelo fato de ter me ajudado a perder o medo de andar pela cidade, porque por incrível que pareça, eu não queria nem sair do quarteirão, tamanho o meu medo de me perder ou sei lá… Huhahuahuhuahuauhahuhuahua… Mas eu percebi que era tudo tão simples quanto parecia no mapa. Vancouver é uma cidade muito fácil de se locomover. No centro as ruas formam uma grade, não tem um monte de curvas, ruas na diagonal, não é nem um pouco parecida com o centro de São Paulo. Nesse sentido, parece uma cidade do interior - os quarteirões são praticamente do mesmo tamanho e se você seguir em linha reta em qualquer lugar, a linha vai continuar sendo reta (huahuahuhuahuahuauha, acreditem, não é assim que me sinto andando em São Paulo!). A única diferença é que em vez de casinhas pequenas e bem espaçadas, tem prédios altos, modernos (ou antigos, huauhahuahuhuahuahuahua) e muitas lojas de tudo quanto é tipo. ;)
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Meu plano era escrever mais, mas não vai dar porque eu quero muito dormir (e ainda vou tentar fazer a unha). Além disso, se eu escrevo muito ninguém lê. ¬¬
Então por hoje é isso. Beijos! <3
Nesse post eu fiz um resumo superresumido da minha primeira semana em Vancouver. A primeira semana, devo ser sincera, não foi muito legal. Primeiro porque choveu praticamente todos os dias, o que já me fez ficar meio depressiva, pensando “Putz, assim não vai dar nem pra atravessar a rua!”. Não era nunca chuva forte, mas aquela chuva que dura o dia inteiro - fraca e contínua. O segundo motivo é que eu estava ainda me adaptando, me recuperando do cansaço do voo (levei uns 3 dias pra ficar BEM, BEM mesmo) e me achando aqui na cidade, descobrindo os lugares pra onde eu tinha que ir, os ônibus que ia ter que pegar, me inscrevendo pras atividades da escola, enfim… Em poucas palavras, não fiz muita coisa interessante, mas isso não significa que coisas interessantes não aconteceram. ;)
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Pegando o táxi
Saindo do aeroporto, cheia de roupa, eu tive minha primeira impressão do frio de Vancouver. Era frio, mas nada insuportável. Além disso, eu estava bem preparada. Quando eu entrei no táxi tive que tirar todas as blusas porque já estava suando. :P
O taxista era do Sri Lanka. :D Eu fiz questão de perguntar, primeiro porque eu pergunto isso pra todo mundo aqui, segundo porque pelo sotaque ele claramente não era canadense.
Conversei com ele o caminho todo, ele era muito simpático e me perguntou mil coisas sobre o Brasil, mas muito específicas, do tipo “Quanto custa uma casa na praia?”, como se eu soubesse… Huahuahuahuahuhuahuahuahuhua… E quando eu dizia que não sabia, ele queria uma resposta mesmo assim. Falou do que ele sabe do Brasil: praias lindas e mulheres. ¬¬ “They’re very good.” Tentei não levar pro lado pessoal, até porque eu não represento exatamente o estereótipo de mulher brasileira, hauahuahuhuahuahuahuhuahua…
Só que esse taxista era simpático demais e eu fiquei com medo de ele me enrolar, já que ele não tinha certeza de onde era o meu destino. Eu tinha um mapa mas estava na minha mala no porta-malas, então toda hora eu tinha de lembrá-lo de olhar no guia… ¬¬ (Não adianta tentar me enrolar.) Huahuahuahuhuahuahuahuhuahuahua…
Durante a viagem de carro, eu fui observando tudo. A parte onde eu passei parecia uma cidade do interior, mas grande… Eu diria parecida com Campinas. O lugar onde a gente passou não era o centro então não tinha muito movimento.
Chegando em North Vancouver eu percebi como foi útil olhar o mapa e o Google Earth umas mil vezes, porque eu já reconheci tudo, como se eu já tivesse visitado o lugar várias vezes. :D
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Chegando na homestay e conhecendo a família
E finalmente eu descobri onde era minha homestay. Eu estava com medo de nunca encontrar, porque o máximo que o Google Maps mostrava era exatamente até o ponto que eu precisava, digo, um pouco antes. Ou seja, não dava pra eu ver onde era a casa no Google Maps.
Chegando lá eu descobri que era um condomínio e todas as casas eram iguais! Huahuhuahuahuahuhuahuahua… Além disso, a numeração é meio bagunçada, porque as ruas não são linhas retas, têm umas entradas estranhas, então o taxista teve de entrar em uns três lugares até a gente achar a casa.
Cheguei, toquei a campainha e finalmente conheci a Ana, minha host mother. Ela era tão legal quanto pareceu no telefone. E já falou comigo como se nos conhecessemos há tempos. :D Ela estava preocupada porque eu cheguei umas 3 horas mais tarde do que era pra chegar!
A casa é bem bonita. A parte térrea só tem dois quartos, dos quais um é o meu, um banheiro e a lavanderia. O resto do espaço é só garagem, daquelas cobertas, mas sem portão (não sei se dá pra entender). No primeiro andar, tem a sala, a sala de jantar e a cozinha, e no segundo andar os quartos (nem cheguei a conhecer).
A Janice (filha) estava em casa quando cheguei, porque dia 2 de janeiro era feriado aqui (se não me engano, foi porque dia 1º caiu num domingo). Ela de cara me ofereceu um cookie de uma caixinha com o rosto do Papai Noel. Cada cookie da caixinha era de um jeito. Olha… Eu acho que nunca comi um cookie tão gostoso! :D Depois, durante a semana, comi cookies de outros tipos (da mesma caixinha) e era sempre um melhor que o outro! :D
Conversando com elas eu soube que o Ivan (pai) é engenheiro mecânico (aí eu falei que meu namorado é engenheiro também), a Janice trabalha como assistente de contabilidade (igualzinho à minha irmã), o Justin trabalha na Starbucks e a Ana é esteticista. Quando descobri isso, fiquei chocada… “SÉRIO QUE VOCÊ É ESTETICISTA? EU AMO ESTÉTICA!”, hauhuahuahuahuahuhuahuahuhuahuahua… Aí eu falei bem rapidinho pra ela sobre as mil coisas que eu uso e faço no Brasil (esfoliação, limpeza de pele, massagem etc etc etc). Talvez eu ainda faça algo com ela antes de ir embora (mas deve ser caro :x).
Depois eu fui tomar banho, era o que eu mais queria fazer depois daquela viagem maluca de avião, que coisa cansativa, meu Deus! Minhas costas estavam horríveis, parecia que eu tinha carregado o planeta nelas. E meus braços, então? Puxar as malas serviu como uma semana de treino de bíceps e tríceps, direto! Huahuahuahuhuahuahuahuhuahuahuahuhuahuahuhua…
Logo depois a Ana e a Janice me levaram pra fazer o caminho do ônibus, só que de carro. Foi legal porque eu já vi um pouco da cidade. Vi Gastown - elas nem precisaram me falar, e eu já reconheci, só pela arquitetura e detalhes do lugar - vi inclusive o famoso Steam Clock (relógio a vapor). Vi a Chinatown também (impossível não reconhecer, cheio de ideogramas chineses e arquitetura peculiar) e finalmente conheci Downtown, o centro da cidade.
Então, a Ana precisava passar no Superstore (supermercado), foi bom porque já vi onde ia comprar o que eu ia precisar - só que até hoje eu não tive tempo de passar lá, e é do lado de onde eu moro!!! :P
Finalmente fomos pra casa. Eu nem lembro se comi alguma coisa, mas acho que não, porque eu realmente não estava com fome. Só sei que fui dormir às 19h30! Também, pudera… No Brasil já eram 1h30; além disso, tinha o cansaço do voo.
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Pegando ônibus em Vancouver
Acordei cedo e nem precisei de despertador. 5h30 eu estava acordada. Claro, ainda não tinha me adaptado à diferença de fuso horário. No Brasil eram 11h30!
Como no primeiro dia de aula tinhamos que chegar mais cedo pra receber as orientações, eu saí cedo de casa. MEU, COMO EU FIQUEI COM MEDO!
Eu acho incrível que aqui em Vancouver não tem iluminação! Em North Vancouver, menos (e lá precisava muito mais, tem várias partes desertas cheias de árvores). No condomínio onde estou morando então… Se as luzes das casas não estão acesas, você praticamente não enxerga nem a lombada no meio da rua!
Quase chorei pra fazer o caminho até o ponto de ônibus, hauhuahuahuhuahuahuahuahuhuahuahu… Sério, estava muito escuro, e já fui pensando “Se vou ter que passar todo dia nessa escuridão, vou ter que comprar uma lanterna!”.
Pra ir pra escola, eu tenho que sair do condomínio, descer uma rua bem longa, que tem a ponte pro Seymour River, virar à direita e depois à esquerda, e lá está o ponto de ônibus. O trajeto todo leva menos de 10 minutos.
No primeiro dia eu fiquei um tempão esperando o ônibus, deve ter sido uns 20 minutos, o que pra mim é muito, já que estou acostumada a passar menos de 10 minutos esperando um ônibus (em dias NORMAIS, hauahuahuhuahuahuhuahuahua). Entrei no ônibus e apresentei meu cartão (o Monthly Pass). Eu sabia o que tinha que fazer, mas mesmo assim falei pro motorista que não sabia usar, hahuahuahuhuahuahuahu, eu não tinha certeza se devia inserí-lo na catraca (que parece as de trólebus). Ele foi muito educado, simpático e me disse que era só mostrar pra ele.
Esse motorista era muito legal e era a pessoa perfeita pra eu perguntar “Onde devo descer pra chegar na Seymour Street?”. O problema é que ele estava conversando animadamente com uma passageira, eu não tive a mínima chance de falar nada, sem contar que estava morrendo de vergonha, não sei por quê, mas estava.
Pra minha sorte, os ônibus todos aqui têm um letreiro digital no teto, do lado de dentro, que fala a rua onde ele está passando. MEU, ISSO É MUITO ÚTIL! Perfeito pra quem não é daqui, é quase impossível errar o ponto.
Outra coisa que me ajudou muito foi usar o mapa antes de viajar (usei pra ver os lugares que eu queria visitar). Quando cheguei aqui eu praticamente sabia todas as ruas do centro, pelo menos as principais. Quando foi chegando a rua onde eu ia descer, eu já tinha uma ideia.
Só uma observação: o passeio com a Ana e a Janice no dia anterior não ajudou, porque o ônibus acabou fazendo outro caminho. :P Mas, como eu disse, foi muito fácil descer no lugar certo.
Devo aproveitar e dizer que uma das melhores coisas de Vancouver é a organização do transporte público. A frequência é boa (poderia ser melhor pras linhas que eu uso, mas como elas são pra North Vancouver, que é mais longe do centro, isso é normal). Os ônibus são muito modernos, tem essa coisa de mostrar o itinerário DURANTE o trajeto (além de mostrar o letreiro uma gravação fala o nome da rua, parecido com o que acontece no metrô de São Paulo), todos os ônibus têm uma caixinha com as timetables pra quem quiser pegar (grátis) e os pontos de ônibus também têm essa timetable (no poste), além de mostrar numa plaquinha as linhas que passam lá. Pra completar, o site é ótimo e os horários são obedecidos religiosamente, dá pra confiar 100%!
Pena que demorou quase uma semana pra eu descobrir tudo isso e eu pastei um pouco enquanto não sabia/não notei essas coisas, huahuahuahuhuahuahuahuhuahuahuahuahuhuahuahuahuhuahua…
Por exemplo… Quando eu saí da escola no primeiro dia eu fui fazer não lembro o que (com certeza não era importante) e quando resolvi ir embora eu notei que não tinha nem ideia de onde eu tinha que ir pra pegar o ônibus, além de nem ter muita certeza de quais linhas eu podia pegar.
Eu perambulei por dois quarteirões por uns 20, 30 minutos, quase chorando (hauuhahuahuhuahuahuahuhua, de novo), pensando “Ferrou!”. Eu estava com medo de pedir informação pra qualquer um, porque o meu professor me deixou com medo. Ele disse pra gente “Não pareçam turistas”. Coisa meio impossível pra mim na primeira semana, concordam? ¬¬
Entrei na Waterfront Station, que é muito perto da escola, na esperança de ter funcionários lá… PFFF, que nada. Tinha uma banca de jornal, mas aquele pessoal parecia muito antipático (e depois eu descobri que eles são mesmo).
Saindo da estação eu vi uma fila de ônibus, parecia um ponto final. Cheguei mais perto e vi que a motorista do primeiro ônibus era mulher. Pensei: “Ufa, 50% de redução de perigo”, hauahuahuhuahuahuahuhuahuahuahuhuahuahuhuahuahua…
Ela foi curta e grossa. Não de um jeito mal-educado, mas também não muito simpática. Sabem onde era meu ponto de ônibus? Na rua de cima. :D (Ainda bem!) Fui feliz e cansada pro meu ponto! Huahuahuhuahuahuahuahuahuhuahuahuhua…
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O primeiro dia de aula e a minha turma
Houve uma sessão de orientação antes de as aulas propriamente ditas começarem. SÓ-TINHA-BRASILEIRO. Mentira. Tinha uns 5 asiáticos (no máximo), provavelmente mais uns gatos pingados de outros países e dezenas de brasileiros! ¬¬
Isso me deixou frustradíssima no começo. Eu tive a impressão de que o que eu menos ia fazer aqui era falar inglês, hauhuahuahuahuhuahuahuahuhuahuahuhua… Claro que não foi isso que aconteceu no fim das contas.
Bom, mas minha sessão de orientação era separada da maioria das pessoas, porque como eu estou fazendo o curso TYL eu não precisei fazer um teste de classificação (até porque o fiz meses antes, online e pelo telefone, como já comentei num post anterior).
Pra minha sessão, além de mim, havia mais duas pessoas: Dimitri, da Bélgica (quase não entendia o que ele falava às vezes, por causa do sotaque), e Denise, do Mato Grosso… SIM, outra brasileira. E de cara, quando eu a cumprimentei (em inglês, claro - porque além de eu querer falar inglês isso é regra da escola), ela respondeu em português bem claro: “OI!”… ¬¬ Huahuahuhuahuahuhuahuahuahuhuahua…
O professor que deu a orientação pra gente foi o Lucas. Perguntei a nacionalidade dele e… EEEEEE! Ele nasceu no Canadá! Não lembro se era em Vancouver mesmo, mas ele era canadense! :D
Isso tudo aconteceu antes das 9h e pra minha surpresa a gente saiu de lá direto pra aula! Eu pensei que ia ter um passeiozinho pelo centro, mas isso não acontece pro meu curso, que é intensivo, e por causa do feriado do dia 2, já começamos com a programação atrasada. O Dimitri era de outra turma (mesmo curso, mas com duração de 8 semanas em vez de 4) e a Denise era da minha turma.
Meu professor é o Joe (Josias Tschanz). Em uma determinada aula ele contou pra gente que é da Suíça!!! Olha que legal! Huahuahuhuahuahuahuhuahuahua… Além de ser professor na ILSC, ele toca em uma banda e é ator e diretor de filmes! Tem até perfil no IMDb e o último filme dele, Neutral Territory, está passando nos canais locais e vai estrear nos cinemas (aqui no Canadá) em fevereiro. Chique, né? :D
Na minha turma há doze alunas (sim, todas meninas, hauuhahuahuhuahuahuahu), contando comigo. Duas não estavam no primeiro dia. Vamos ver se eu lembro a nacionalidade de todas…
De brasileiras há apenas a Denise e eu (pra minha felicidade, chega de ver brasileiro em Vancouver!).
Aí tem: Jin, Chloe, Miso, Aya, Eriko, Lisa, Jamie, Yuka, Saki, Kate. Putz, não vou conseguir falar quem é coreana é quem é japonesa… :/ Mas tem umas 4 japonesas só, todas as outras são coreanas.
A Lisa foi a primeira com quem eu conversei. Ela é doidinha, muito engraçada! Huahuahuhuahuahuahuhuahuahuahuhuahua…
A Chloe é um doce! Muito educada, simpática, sempre vem me perguntar se eu estou bem, o que eu fiz no dia anterior, e ela faz isso com todos! Sou fã dela (falo isso pra ela toda hora :D), ela é um amorzinho mesmo. <3
A Miso parece uma molequinha. É muito divertida e espontânea, sempre vem abraçar e brincar com todos também. :D
A Aya é muito inteligente e educada, gosto muito dela, foi meu par da apresentação essa semana. :) Tive sorte, porque os grupos das apresentações são sempre sorteados, e eu queria fazer a apresentação com ela desde a primeira semana.
A Yuka é cute, bem meiga, e também muito educada. (Vou falar isso de todas, porque elas são assim mesmo!) :D
A Jin tem o cabelo mais legal da turma, huahuahuahuhuahuahuahu, e também é muito cute! Fiz minha primeira apresentação com ela.
A Eriko é estilosa e é o bode expiatório, mas isso só porque ela é a favorita do teacher, ahuhuahuahuahuhuahua… Brincadeira… O que acontece é que ela já teve aulas com o Joe, então como eles já se conheciam ele usava muito ela de exemplo no começo ou se referia a coisas que ela já sabia.
A Jamie é quietinha mas é muito divertida, e… educada. Huahuahuhuahuahuhuahuahuhuahuahu…
A Saki é engraçada, tem fama de beber demais, mas isso é culpa dela mesma, por causa das histórias que ela conta, ahuahuahuhuahuahuahuhuahuahuhua…
Por fim, a Kate, que é superquietinha, bem tímida.
Eu posso dizer agora, sem medo de errar, que elas são algumas das melhores pessoas que eu já conheci. Pensa numa turma disposta a ajudar, unida… E ninguém nem se conhecia direito no começo. Passou uma semana e já parece que somos as super melhores amigas, ahuahuahuhuahuahuhuahuahuhua… Bem que o Joe falou que isso ia acontecer!
E são todas lindas! Gente… A pele das asiáticas é demais. Isso eu já sabia, de ouvir falar, mas eu pude ver com meus próprios olhos. Não sei se vocês sabem, mas as asiáticas têm essa coisa com o sol, de se proteger, de querer manter a pele sempre clara. Eu não sei se as meninas da minha sala se preocupam muito com isso, mas sem dúvida a pele delas é muito linda. Huauahuhuahuuahhuahuahuahuhuahua…
E a idade então? Tem algumas que são bem novinhas, mas tem umas que tem 20 e alguma coisa e parece que têm 15! Hoje descobri que a Kate tem 30 anos… NO WAY!!!!!!!!!!! Ela parece que tem 19!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E a Denise então? Tem 37! Eu daria uns 27 pra ela!
Bom, só pra finalizar sobre meu primeiro dia de aula… Tivemos aula normal o dia todo, das 9h às 16h e, sinceramente, eu não estava esperando por isso, ahuhuahuahuahuhuahuahuahuhuahuahuhuahua… Como eu disse, saindo da escola eu fui fazer não sei o quê, mas foi superrápido. Antes disso fui ao Activities Department e me inscrevi pra várias atividades, sobre as quais vou falar depois. Voltei pra casa cedo, jantei (peito de frango, arroz - que é estranho, vem nuns saquinhos já com tempero e tudo - e, pasmem - BRÓCOLIS… e não é que gostei? Era ao vapor, muito bom. :D) e dormi cedíssimo de novo, umas 20h, depois de fazer a lição de casa (tenho lição de casa quase todo dia, mas é sempre coisa de 5 minutos).
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No próximo post vou falar um pouco mais sobre a primeira semana e sobre a minha turma. Acho que depois do próximo post já vou conseguir começar a postar mais “em dia”, já que estou postando bastante coisa de uma vez. :D
Beijos! <3
Finalmente, aqui estou eu! Vou ter que escrever um baita resumo porque já passou uma semana e meia e eu sei que não dei nenhuma novidade, então lá vai. :)
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A viagem de avião
Incrível como tinha brasileiro indo pro Canadá! A fila pro check-in estava enorme e eles até adiantaram o horário de embarque, por conta da quantidade de pessoas.
Eu estava com um pouquinho de medo de a minha bagagem de mão não ser apropriada, mas eles me deixaram entrar com tudo o que levei (eu segui as recomendações do site) e tinha gente até com mais coisas do que eu.
Assim que passei pelo primeiro “portão”, tinha uma fila pra verificação de passaporte. A mulher era meio grossa assim, do tipo que só está acostumada a atender pessoas que sempre viajam pro exterior, o que não era o meu caso. ¬¬ Ela percebeu que eu era novata, hauahuhuahuauhuhauhuha, mas foi bem direta e eu fiquei meio na dúvida sobre onde tinha que ir, mas eu me achei.
Logo de cara já tinha um superbrilhante Duty Free, e eu entrei só pra dar uma olhada. Mas, como eu já tinha visto no site, as coisas eram meio caras (mais caras do que no Canadá, mas mais baratas do que no Brasil), então nem comprei nada.
Fiquei um bom tempo naquela parte em que a gente espera pra de fato entrar no avião. E cada vez tinha mais brasileiros chegando. Comprei um alfajor da Havanna (pro Fê ficar com vontade, hauahuhuahuahuahuauhhuahua) e foi tudo o que eu comi, porque eu sabia que no avião eles iam servir coisinhas pra gente.
Quando a gente fez a fila pra entrar no avião eu cheguei a ficar frustrada. SÓ TINHA BRASILEIROS! Todos indo estudar, a maioria não sabia quase nada de inglês, e aí eu pensei “Putz, será que vou ficar o mês todo ouvindo pessoas conversando em português?”…
Quando passei pelo corredorzinho que leva a gente até o avião, senti aquele friozinho na barriga… Mas não de medo… Mais uma ansiedade boa. :D
A decolagem é sempre uma emoção, eu adoro sentir aquela coisa que me dá a sensação de estar sendo puxada pra trás, é muito emocionante, hauhuahuahuahuhuahuauha…
Ao meu lado sentou um rapaz chamado Matheus, era um pouco mais novo que eu, era de Rio Claro e estava indo pra Toronto. De vez em quando a gente trocava algumas palavras.
Logo veio a janta. SIM, JANTA! Eu não sabia que ia JANTAR no avião, comida mesmo, pensei que ia ser só um lanche. E não sei se é porque eu estava com fome, mas estava muito gostoso. Escolhi frango, tinha uma salada de tomate, vegetais cozidos e arroz com uma coisa que parecia ovo - sim, ovo cozido :p - mas eu comi e estava bom! :D Acho que eu estava mesmo com fome, ODEIO ovo cozido, hauhuahuahuhauhuauhuha… Tinha também um pãozinho gostoso e manteiga, água, suco e torta de limão de sobremesa. Claro que não aguentei comer tudo (o Fê tinha que estar lá pra me ajudar! :D).
E assim foi durante a noite, de vez em quando eu tentava ver TV, mas não conseguia prestar atenção, de vez em quando eu ouvia música, de vez em quando eu tentava dormir (o que era muito difícil, avião é muito desconfortável - na classe econômica, claro :p). Fui no banheiro umas mil vezes e como estava na janela atrapalhei demais quem estava ao meu lado, hauahuhuahuahuahuhuahuauhuaha…
Chegando em Toronto o pessoal já começou a acordar, mas não eram nem 6h ainda (horário local). Meu relógio biológico já estava zoadíssimo porque eu tinha jantado às 23h no avião (horário do Brasil), tomei café da manhã antes das 6h (mas eram umas 9h no Brasil, eu acho), e depois eu ainda tomei mais uns dois cafés da manhã, hauhuahuauhuahhuahuahuhuahua…
Ah! E eu vi a CN Tower, bem de longe, em Toronto. :D
Minha primeira refeição canadense foi, claro, no Tim Hortons (no aeroporto de Toronto :D). Pedi um frech vanilla (sugestão da Pati), mas sinceramente não achei nada demais, e um tipo de pão com recheio de queijo, isso sim valeu a pena, estava ótimo.
Meu voo de Toronto pra Vancouver atrasou em uma hora, e eu estava morrendo de sono. Onde encostava, cochilava, e morrendo de medo de alguém vir correndo e levar minha bolsa, não sei por quê, mas afinal, eu estava num lugar lotado e cheio de brasileiros também, huahuauhahuhuahuahuahuhuahuauha…
Foi no aeroporto de Toronto que descobri que tinha perdido meu fone de ouvido (do celular) e aí eu fiquei p* da vida, porque ia ficar um tempão sem ouvir música, e eu tinha separado toda uma trilha sonora especial pra essa viagem. E de fato, eu fiquei cerca de uma semana sem ouvir música por causa disso. :/
Ah, esqueci de falar sobre… O FRIO. Minha maior expectativa ao chegar no Canadá era com relação a isso, porque eu não sabia exatamente o que esperar. Quando saí do primeiro avião e peguei de novo aquele corredor pra entrar no aeroporto, estava bastante frio, mas eu tinha tirado a blusa e consegui aguentar… Mas isso porque logo entrei de novo no aeroporto. Lá dentro não dava nem pra ter ideia do frio, dava pra ficar só de shorts lá se eu quisesse. Então ainda não tinha certeza de quão frio estaria lá fora.
Entrando no avião eu dei graças a Deus por ter comido no Tim Hortons porque descobri que não iamos comer lá. Aparentemente porque era um voo doméstico - se eu quisesse comer, ia ter de pagar, diferentemente do que aconteceu no voo de São Paulo pra Toronto. Acho que o máximo que deram foi o pãozinho de novo, com geleia e manteiga, suco e acho que foi só. :p
Esse voo pra mim foi um tormento, porque eu já estava no Canadá, então eu tinha a impressão de que ia chegar rápido, mas foram horas de viagem. Além disso, estava exausta. Consegui dormir um pouco, mas nunca se dorme bem nessas situações. E os brasileiros começando a acordar, todos falando em português e eu de novo pensando “Nãoooooooo, português não, falem inglês, por favor, já vamos entrar no clima!”, hauhuauhauhahuuhahuahuahuhuahuhuahua…
Um século depois (huauhhauhuauhahuuahhuahuahuhua) finalmente cheguei em Vancouver. Quase chorei quando estava chegando e vi aquelas montanhas lindas cobertas de neve, foi demais!
Como meu voo estava atrasado, cheguei em Vancouver por volta das 11h (horário local) e minhas malas demoraram pra aparecer na esteira. Eu na verdade fiquei até com medo, esse era um medo grande: minhas malas não chegarem comigo. Mas eu acho que isso não é muito frequente, pelo que percebi lá nos aeroportos.
A primeira coisa que fiz quando cheguei foi comer, porque já era hora do almoço (aqui) e eu não sabia se ia poder almoçar na homestay, já que não tinha contratado almoço.
Depois eu fui ligar pra minha mãe e pro Fê, quase fiz besteira pra comprar aqueles cartões telefônicos pré-pagos. O que eu selecionei não tinha na máquina, e eu só fui ler isso depois, pensei que ia perder 20 dólares logo de cara! Mas foi só pegar 2 cartões de 10, e deu tudo certo. :) Ufa!
O cartão telefônico que eu ganhei do seguro não funcionou, e eu tenho que reclamar com alguém sobre isso ainda (tinha até me esquecido, hauhuahuahuauhahuhuahuauhaha…).
Depois eu fui ao banheiro, me empacotei toda de roupas segunda pele e fleece e jaquetas (OBRIGADA VIVI!!!!!!).
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Agora tenho que ir, minha aula vai começar. No próximo post eu conto sobre meu primeiro dia aqui, o táxi, a família que está me hospedando e o que mais eu conseguir!
Beijos! :)
…numa Reunião Pedagógica da Fisk, em agosto de 2010.
:D
Durante a reunião algo fez a Camila se lembrar da Feira do Intercâmbio da Expo Estude no Exterior, que aconteceria em setembro, e então ela me convidou pra ir. Comentou que sonhava em fazer intercâmbio e estava pensando nisso, e ia pra conhecer as opções.
Acabou que não encontrei ninguém da Fisk lá (iam várias pessoas, mas muitas acabaram não indo) e fui com o Fê, que na época ainda nem era meu namorado.
Primeiro pegamos o final de uma palestra sobre o Canadá, mas era mais sobre high school. Vimos umas duas palestras sobre a Austrália (país pelo qual me apaixonei!), que focava empregos temporários e uma sobre Londres, Inglaterra, também focada em high school.
Passeamos pelos stands e conheci algumas poucas agências, porque eu estava bem perdidinha, não tinha ideias do que queria fazer, só sabia que queria viajar.
E em pouco tempo na feira percebi que era tudo muito voltado a pessoas que sabiam pouco ou nada de inglês, o que não é meu caso, já que sou professora de inglês desde 2007; ou pra estudar em universidades, que também não era meu interesse.
Parei num stand que me chamou a atenção, mas nem me lembro mais do motivo. Perguntei se eles tinham alguma opção para quem já fala inglês fluentemente, e expliquei que sou professora… Foi então que eu soube o que eu queria.
Me apresentaram o curso TYLP - Teaching Young Learners Preparation Course, da ILSC - International Language Schools of Canada, voltado justamente pra professores de inglês para crianças não-nativas. Perfeito, exatamente o que eu faço na Fisk, já que a minha paixão é dar aulas pra turmas infantis. Era o que eu queria! :)
Em setembro eu dei início ao processo de obtenção do passaporte. Muitos dizem que é difícil conseguir a data pra agendar, porque os horários são abertos no site aos poucos, e realmente eu precisei esperar um pouco. Eu sempre tentava entrar no início da madrugada, ou de manhã bem cedinho, mas eu só consegui agendar mesmo em uma tentativa despretensiosa: numa sexta-feira à tarde, lá estava um horário perfeito esperando por mim, hauauuhahuahuahuuhauhauhuhahuauhuha…
Foi a maior emoção ir buscar meu passaporte prontinho depois de algumas semanas, ver tantas folhinhas de vistos que logo estariam preenchidas. Fiquei emocionada de verdade. :)
Depois de um tempo, quando 2010 estava chegando ao fim, conversei com meu coordenador pedagógico sobre isso, pra ver quando seria melhor eu ir, se ele achava uma boa ideia. Fui muito incentivada e não tive dúvidas de que era isso o que eu queria.
Em janeiro de 2011 fiz orçamentos com outras agências de intercâmbio. Em março, visitei novamente a feira, com o Fê mais uma vez (dessa vez nós já namorávamos :D), pra tentar fazer orçamentos, já que agora eu sabia exatamente o que eu queria. Acabei ficando com a primeira agência que conheci, valia muito a pena: por ter conhecido a agência na feira, ganhei descontos e consegui isenção em algumas taxas também.
A partir de março/abril já comecei a correr atrás de tudo. Fui à agência propriamente dita, a GoTour, e conheci a Juliana, responsável pelos intercambistas, no dia 8 de abril, uma sexta-feira - lembro até da roupa que estava usando xD~. Fiz muitas perguntas, mas era tanta coisa pra perguntar que nem consegui lembrar tudo na hora. Fiquei mais de uma hora lá conversando com ela e saí de lá feliz e contente, com o orçamento e mais uma papelada em mãos, que devorei no caminho de volta pra casa.
Desde então me comuniquei com a Juliana por e-mail apenas, o que foi ótimo porque a agência não é nem perto da minha casa. Só fui lá a primeira vez pra conversar, depois eu recebia tudo por e-mail, imprimia, assinava, escaneava e mandava de volta. Os pagamentos fazia via transferência online e enviava o comprovante em formato PDF por e-mail.
O primeiro passo foi fazer um teste escrito, on-line, da ILSC, que foi fácil. Logo depois, já comprei as passagens aéreas, pra garantir um preço bom e a vaga nos dias em que eu queria viajar (ida e volta). No dia 20 de abril eu tinha uma entrevista por telefone marcada com uma representante da ILSC. Essa entrevista era necessária uma vez que o curso que eu vou fazer é para alunos de nível intermediário a avançado. Ela me ligou um pouco depois do horário marcado, o que me fez ficar bastante nervosa… Me lembro até hoje desse dia também, eu estava na Fisk, foi no horário do almoço. A gente conversou por um pouco menos de 10 minutos e foi ótimo.
Com isso, dei entrada ao processo propriamente dito. Assinei a papelada da agência, a ficha de matrícula da escola, que também continha dados sobre a acomodação (eu escolhi a acomodação com duas refeições - café da manhã e jantar - já que o almoço é só um lanchinho estranho…), me inscrevi no seguro-viagem.
Pra fazer tudo isso eu sempre consultava a cotação do dólar (americano - turismo, americano - papel moeda, canadense - papel moeda) e quando percebia que estava um pouco mais barato eu pagava o que tinha pra pagar. Dessa forma eu garanti preços ótimos, já que eu já tinha todo o dinheiro pra pagar tudo relacionado à viagem, e principalmente porque do começo desse ano até meados de setembro a cotação do dólar estava sempre ótima. Não parcelei nada no cartão de crédito.
No decorrer do ano também fui comprando dólares. Depois de muita pesquisa e conversas com amigos (Patricia, apresentada pelo Everton) que já tinham viajado, resolvi não levar o VTM (Visal Travel Money). Preferi levar tudo em espécie mesmo, porque o VTM não parece ser tão prático assim (não sei exatamente aonde é aceito), além de haver uma taxa de uso - que não se compara à taxa de cartão de crédito, é verdade, mas também não pretendo usar o cartão de crédito pra compras.
Comprei no banco Cotação (tem um no Shopping Grand Plaza - Santo André) as duas primeiras vezes, se não me engano, e depois de receber a dica de uma amiga (Marilda), passei a comprar com o Grupo Fitta (tem uma franquia dentro da agência de turismo Facility, no Shopping ABC - Santo André), porque a cotação sempre era diferente lá - mais vantajosa pra mim, claro.
Também pesquisei bastante sobre roupas de inverno, e descobri que me preocupei mais do que o necessário. Vancouver tem o clima mais ameno do Canadá, tanto no inverno quanto no verão. Claro que isso eu sei baseada nas pesquisas que fiz, mas estou prestes a descobrir por mim mesma, vamos ver como é que é, afinal, o inverno de Vancouver. ;) De qualquer forma, comprei o básico (segunda pele, poucas peças de fleece e uma jaqueta pra neve) na Decathlon (que fica no Supermercado Sonda, na divisa de São Bernardo do Campo com Santo André) pra não ir sem nada, além de ter pego uma superjaqueta e luvas emprestadas com a Vivianne, que já foi para os Estados Unidos.
Obtive o visto americano em outubro, e foi outra grande emoção, hauauhauhuhauhauhuhahua… Deu tudo certo - fiz tudo sozinha, sem despachante (ou seja, deixei de gastar uns R$400 de besteira). Estava com uma expectativa imensa no dia da entrevista, foi supercansativo, estava um sol de rachar, fiquei horas em pé na fila, mas saí de lá feliz e contente: meu visto foi aprovado, o que significa que poderei também fazer a excursão pra cidade de Seattle (Washington, EUA) junto à escola.
O mais importante, o visto canadense, só consegui em dezembro, a pouco mais de 10 dias antes do Natal - foi o melhor presente de aniversário/Natal que eu poderia ganhar esse ano! \o/ O meu processo de obtenção do visto canadense foi acompanhado pela Luciana do despachante Viza Brazil, sem eu precisar pagar taxas adicionais por causa da promoção da Feira do Intercâmbio.
Por fim, pouco mais de uma semana antes de viajar, conheci a família com a qual vou me hospedar. Recebi suas informações, endereço e conversei pelo Skype com a minha mãe canadense. :D Conheci o bairro pelo Google Earth e é um lugar liiiiiiindo - estarei hospedada em North Vancouver.
E hoje à noite, finalmente, meu sonho vai começar a se tornar realidade: meu voo sai às 22h25 de Guarulhos e chega em Vancouver, após escala em Toronto, por volta das 10h (16h aqui no Brasil).
Pretendo postar sobre a minha viagem frequentemente aqui no Tumblr. Se alguém quiser perguntar algo, basta clicar em “Ask”, ali na barra superior, ou me mandar perguntas pelo Facebook. Como eu tive muitas dúvidas durante esse ano (é que não postei a “novela” inteira aqui, né… hehehehe) meu maior objetivo ao escrever postagens referentes à viagem é ajudar quem pretende viajar ou quem quer saber um pouco mais sobre o processo de viajar para o exterior.
Aproveito essa primeira postagem para agradecer às tantas pessoas que me ajudaram durante esse ano:
Fê (gatinho <3, obrigada pela infinita ajuda, principalmente nos preparativos finais e por me acompanhar à feira, às agências etc etc… :D);
Ba (obrigada por se colocar inteiramente à disposição pra me dar dicas, emprestar roupas, me apoiar e me encorajar! <3);
Pris, Anoca e Lu (obrigada pelo apoio e torcida! \o/);
Ever (obrigada pelas dicas de compras, por boa parte da trilha sonora da minha viagem, hehehe, e por ter me apresentado a Pati!);
Pati (obrigada por todo o material que você me mandou, sem nem me conhecer você já me ajudou tanto, acho que nunca vou conseguir te agradecer direito, obrigada mesmo!);
Vivi (obrigada por me emprestar sua jaqueta e suas luvas, pelas dicas, pelas conversas sobre a viagem, pela torcida, você é um doce! ^_^ - ah, obrigada por ter me apresentado o Gustavo também! :D);
Marcus (obrigada pela torcida, pelo apoio e por ter me apresentado o Marcos, que manja muito sobre câmeras e fotografia);
Marcos (obrigada pelas dicas e informações tão completas sobre câmeras, tenho certeza que vou fazer uma ótima escolha graças à sua ajuda);
Gustavo (obrigada pelas dicas sobre a cidade, e por sua disposição em me ajudar, mesmo sem me conhecer. ^_^);
Dani (obrigada por ter me apresentado seu amigo Thiago, que já foi para o Canadá);
Thiago (obrigada pelas conversas via Facebook e pelas dicas sobre o Canadá);
Obrigada a todos os meus alunos que me deram também a maior força e torceram por mim! :) Boa parte disso é por causa de vocês. <3
Obrigada à minha família, principalmente meus pais.
Obrigada ao pessoal da Fisk, meus colegas de trabalho, que também me apoiaram e me encorajaram. :)
Obrigada ao pessoal da GoTour e do Viza Brazil.
Corro o risco de ter me esquecido de alguém, se for o caso, peço mil desculpas e que essa pessoa me avise sobre meu esquecimento, pra que eu possa fazer o devido agradecimento aqui! :D
E BOA VIAGEM PRA MIM! \o/
Bye Brazil, see you in February.
Photo Courtesy: xxxmaria
(Source: dntbelievethehype)
(Source: halifaxblu)
Scala Dei Turchi, Sicily, Italy
submitted by: bewitchingbritain, thanks!
(Source: icanread)
(Source: theothersideofthedoor)
(Source: loveyourquotes.tumblr.fcom)